16 de janeiro de 2016

O VENTO UIVA...

O vento uiva
No silêncio da noite...
Como se chorasse
uma alma perdida algures...

Melancólico, 
Agarra-se àquela  dor...

As águas cristalinas
Que deslizam suavemente
Levando em seu leito as folhas caidas
Pela impiedosa tempestade...
Nos vales perdidos ela 
não se cansa em percorrer
Toda a curva e qualquer pedra...
Ao longe alcança o mar
Aquele que a esperava ânciosamente...
E num lamento ela chora pelo riacho perdido...

Cidália Sousa

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